Sumário Executivo
O conflito no Médio Oriente é, antes de mais, um choque energético, mas, na sua essência, é também um choque comercial. A Allianz Trade, líder mundial em seguro de crédito, antecipa uma desaceleração da economia global em 2026, num contexto marcado pela escalada do conflito no Médio Oriente, pelo aumento das pressões inflacionistas e por uma maior incerteza geopolítica. No seu cenário base, assumindo que o conflito e as perturbações energéticas abrandam no espaço de três meses, o estudo “Economic Outlook 2026-27: The Fog of War” conclui que o atual enquadramento se irá traduzir num crescimento mais moderado, condições financeiras mais restritivas e maior pressão sobre empresas e consumidores.
Na análise ao cenário de Portugal, a Allianz Trade antecipa que o crescimento do PIB deverá manter-se em 1,9% este ano, antes de abrandar para 1,4% em 2027, beneficiando ainda do dinamismo registado no final de 2025 e da execução dos fundos europeus, com Portugal a destacar-se como um dos países com maior capacidade de absorção do NextGenerationEU. Ainda assim, a subida dos preços da energia deverá traduzir-se numa aceleração da inflação para 2,6%, criando novos constrangimentos ao investimento e limitando o poder de compra das famílias nos próximos trimestres.
“O conflito no Médio Oriente veio agravar o enquadramento económico global, com impacto no crescimento, na inflação e na margem de atuação das políticas públicas. Em Portugal, as perspetivas para 2026 tornaram-se mais exigentes na sequência do choque energético, embora a economia continue a beneficiar de fatores de suporte, como o dinamismo recente e a execução dos fundos europeus. Ainda assim, a subida dos preços da energia deverá traduzir-se numa aceleração da inflação e numa maior pressão sobre o consumo e o investimento”, afirma Maddalena Martini, economista da Allianz Trade.


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