Digitalização da água para um efeito de desenvolvimentoem cascata

À medida que as consequências da emergência climática e da pressão demográfica aumentam, cresce a necessidade
de coordenação para proteger e conservar os recursos naturais. As perspetivas ambientais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) indicam que, ao ritmo atual de crescimento, a população mundial passará dos atuais 7 mil milhões para mais de 9 mil milhões em 2050, o que aumentará a pressão sobre os recursos naturais que fornecem energia e alimentos. Por outro lado, as mesmas fontes estimam que o aumento da concentração de gases com efeito de estufa
(GEE) até 2050 fará aumentar a temperatura média global de 3 a 6 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais até ao final do século, ultrapassando o objetivo acordado de limitar a temperatura a 2 graus Celsius.

Nesta perspetiva, no Dia Mundial da Água (22 de março), a ONU sublinha o valor da água, não só como recurso utilizável, mas também como motor de desenvolvimento e bem-estar. Sob o lema “Água para a paz”, a mensagem é que a saúde pública, os sistemas alimentares e energéticos, a produtividade económica e o ambiente dependem de uma boa gestão do ciclo da água. Por conseguinte, a organização propõe uma ação coordenada neste domínio para criar um efeito de cascata positivo,
promovendo o desenvolvimento e a resiliência face aos desafios comuns.


Em Espanha, quase toda a população tem acesso a água potável; o ciclo urbano da água é um vetor de igualdade, uma vez que ninguém é deixado para trás nos serviços básicos devido à falta de recursos.
A nível local e nacional, o caminho é promover uma abordagem de gestão integrada dos recursos
hídricos e incentivar os avanços tecnológicos e a digitalização.


Stress hídrico
As previsões da ONU apontam para uma diminuição de 40 % dos recursos hídricos disponíveis no mundo até 2030. Em Espanha, a seca tornou-se um problema grave. A tendência é para uma diminuição da precipitação e a sua concentração em fenómenos de chuva mais torrencial. De acordo com a Agência Europeia do Ambiente, sete das dez bacias hidrográficas mais afetadas pela escassez de água na União Europeia situam-se em Espanha.


O stress hídrico é um dos grandes desafios para os próximos anos, e o desafio é melhorar a eficiência e a sustentabilidade da gestão da água. Para além do consumo responsável, a eficiência implica um planeamento sustentado da água e uma infraestrutura eficiente que incorpore novas tecnologias e seja renovada periodicamente. O investimento em infraestruturas garante a continuidade do serviço, com custos de funcionamento e manutenção inferiores aos de um sistema obsoleto.


O planeamento e a estratégia das administrações devem ser acompanhados pelos esforços dos operadores que gerem o serviço de água. As empresas especializadas podem proporcionar tecnologia, inovação e capacidade de investimento, oferecendo soluções específicas para atenuar os problemas derivados da emergência climática.

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